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Você sabe como funciona a memória? Aprenda como memorizar e evitar o branco na hora da prova

Por: Daniel Fernandes
25/05/2017
 memória

Todo mundo, pelo menos uma vez, teve o famoso “branco” na hora da prova, ainda mais depois de ter se dedicado tanto nos estudos. Na verdade, esse problema é muito comum, mas existe uma forma de resolvê-lo: basta monitorar alguns hábitos e a maneira que você armazena as informações. "Como assim?" você deve ter se perguntado, vem cá que explicamos.

 

O que é a memória?

A memória constitui o que somos, sem ela não haveria o aprendizado, nem a retenção de informações. Ao longo da história, a memória foi crucial para o desenvolvimento ser-humano e, com ela aprendemos experiências e também a corrigir nossos erros.

Em outras palavras, é na memória que forma a base para a aprendizagem. Se não houvesse uma forma de armazenamento mental de representações do passado, não teríamos uma solução para tirar proveito da experiência.

Sendo assim, a memória envolve um complexo mecanismo que abrange o arquivo e a recuperação de experiências e está fortemente associada à aprendizagem que é, justamente, a habilidade de mudarmos o nosso comportamento por meio das experiências que foram armazenadas na memória. Resumindo: a aprendizagem é a aquisição de novos conhecimentos e a memória é a retenção daqueles conhecimentos aprendidos. Ficou fácil, né?

 

Por isso, se você é um estudante ou um concurseiro, é primordial a manutenção da memória, mantendo-a saudável e, consequentemente, poderá compreender e fixar melhor várias informações.

 

 

Tipos de Memória

tipos de memóriaOs neurocientistas definem dois tipos de memórias: uma é a “memória de procedimentos” (ou não declarativa) e a outra “memória declarativa” (ou explícita). Cada uma delas está localizada em regiões distintas do cérebro e são responsáveis por funções específicas.

Memória de procedimento: é a memória das ações que fazemos no nosso cotidiano. É aquela que realizamos ações em nem percebemos, como escovar os dentes, dirigir, andar de bicicleta e digitar. Portanto, é a memória dos hábitos, pois suas ações cotidianas dependem dessa memória.

Memória declarativa: toda vez que lembramos de um fato ou informação, utilizamos esse tipo de memória. Ela é responsável pela evocação das palavras e ações. Esse tipo é a que usamos mais em nossos estudos. Além disso, ela está dividida em “memória imediata”, de “curto prazo” e de “longo prazo” (Explicaremos mais abaixo).

Agora você já sabe qual é o tipo de memória que ajuda na fixação dos estudos (declarativa), vamos explicar, de acordo com a ciência, como a as informações se fixam em nossa mente.

 

Como armazenamos informações em nossa memória?

Nosso cérebro trabalha o tempo todo com sinais químicos e elétricos. Nesse exato momento, seu cérebro está produzindo inúmeras reações elétricas e químicas.

Até o momento, os neurocientistas não conseguiram identificar como as memórias se formam, porém, sabemos que as reações químicas são essenciais para a sua formação. Por esse motivos, emoções, estresse e, até mesmo, alimentos podem causar impactos químicos diretos na forma como as memórias fixam em nossa massa cerebral. 

 

 

Curto e a longo prazo

Como dissemos acima, a memória de curto e longo prazo possuem um papel especial na forma como aprendemos. Por esse motivo, é importante conhecer cada uma.

Memória de curto prazo: ela age no momento em que a informação está sendo adquirida. Simplificando, funciona mais ou menos assim: o cérebro guarda a informação em um local temporário e, depois, decide se vale a pena guardá-la ou não.

Memória de longo prazo: continuando o exemplo anterior, quando o cérebro decide que vale a pena ficar com aquela informação, até então “temporária”, ele armazena ela de forma definitiva.

Concluímos que, para aprender, de fato, é necessário transformar a memória de curto prazo em longo prazo. O que acontece é que a memória de longo prazo envolve a alteração na estrutura de neurônios, incluindo o crescimento de novos processos de sinapses. Esse processo tem o nome de “consolidação”. Uma vez armazenada, a informação pode ser acessada pela memória declarativa.

Uma boa dica para consolidar as informações adquiridas nos estudos é estudar com atenção, praticar com exercícios e, principalmente, revisar. Sempre que terminar uma sessão de estudos, resolva o máximo de questões sobre o tema. Dessa forma, mostrará ao seu cérebro que é necessário arquivar e fixar aquela informação. O mesmo vale para a revisão, tornando essa prática um hábito, você mostrará ao seu cérebro que é preciso reter aquelas informações.

 Sempre esqueço o que estudo, o que eu faço?

prova

Nosso cérebro é uma máquina extremamente eficiente que não gosta de perder energia resolvendo problemas que considera desnecessários. Se ele perceber que a informação não deve ser guardada, ele descarta. Esse é um mecanismo de defesa, afinal, se lembrássemos de todas as coisas que chegam até nós, certamente, ficaríamos loucos. Ou seja, esquecer faz parte do processo de sobrevivência.

Por isso, precisamos ensinar ao cérebro sobre quais informações ele deve reter e quais ele pode descartar. Praticar e ver várias vezes a mesma informação evitará, com certeza, aquele famoso branco na hora da prova. 

 

Quais são os maiores inimigos da memória?

Não usar a informação

Adquirir uma nova informação e não a usarmos é a forma mais fácil de esquecer alguma coisa. De nada adiantará ler o conteúdo uma única vez e não praticar, entender e resolver os exercícios.

Algumas pessoas estudam uma única vez e conseguem aprender e eu não. Por que isso acontece?

É simples, algumas pessoas estão acostumadas a estudar e são capazes de memorizar o conteúdo de forma muito mais fácil. Quanto mais aprendemos e exercitamos o cérebro, mais fácil tornará a fixação de novas memórias. Lembre-se, quanto mais você utilizar uma informação, mais terá chances de armazená-la.

 

Nova informação

Toda vez que aprendemos algo novo, provoca uma alteração na informação que você já havia assimilado. Em alguns casos, as novas conexões formadas acabam substituindo a informação não utilizada por essa nova.

A melhor forma de evitar isso é revisar as matérias antigas sempre que for aprendendo algo novo. O lema é: revisar, revisar e revisar.

 

“Não gosto de estudar”

Lembra que dissemos que nosso cérebro é feito de reações químicas? Então, quando começamos uma maratona de estudos com a mínima vontade de estudar ou focamos no quanto odiamos aquela atividade, consequentemente, o cérebro entenderá que não precisa guardar aquelas informações.

Estude com entusiasmo e interesse, isso faz com que a química produzida no cérebro facilite o aprendizado, a atenção e a memorização.

 

“Ansiedade” e “Estresse” também são inimigos da memória

Muitas pessoas convivem com o estresse e a ansiedade diariamente em suas vidas e sabem como elas podem ser um problema. Elas não afetam a memorização em si, mas interrompem a nossa atenção e foco, o que torna mais difícil para o cérebro assimilar as disciplinas. Geralmente, são elas que provocam os famosos “brancos”.

A “proteína quinase” C ou “PKC” são produzidas em situações de estresse e ansiedade prejudicando a memória de curto prazo, tornando-se a primeira barreira para o aprendizado. Além disso, ela também interfere em nossa habilidade de tomar decisões.

A solução é procurar métodos de se manter calmo durante os estudos. Assim, conseguirá assimilar todas as informações e memorizá-las seguindo as dicas que introduzimos nesse texto.

Na hora da prova nosso nível de estresse e ansiedade aumentam, por conta disso temos essas falhas na memória na hora da prova. O elevado nível de cortisol provoca um bloqueio em sua memória, impossibilitando o resgate de uma determinada informação.

 

evitar o branco na hora da prova“Deu branco! E agora?”

Agora não adianta se desesperar. Nesse momento, espere um pouco e aplique algumas dessas técnicas:

- Acalma-se: A primeira coisa a ser feita é tentar se acalmar e relaxar. Tenha em mente que “o branco”, provavelmente, acontece porque seus níveis de ansiedade e estresse estão elevados. Pense em alguma coisa que te acalme e imagine-se em um local tranquilo. Foque-se nessa imagem por alguns minutos. Foque em sua respiração, sentindo o ar entrando nos seus pulmões e saindo devagar.

- Associações: caso não lembre de um fato, nome ou data, tente relacionar algumas pistas que nosso cérebro dá com pequenas informações. Uma boa forma de lembrar de coisas específicas é relacioná-las com siglas, canções ou momentos.

- Leia a prova com calma: não precisa se apressar para responder tudo de uma vez, vá lendo a prova com cuidado, se não souber a resposta de uma questão, pule para a próxima. Após se acalmar, é provável que volte na questão novamente, "por mágica", acabará lembrando da resposta.

Claro, essas técnicas só irão funcionar se você se dedicou de forma correta nos estudos e, de alguma forma, sua ansiedade e estresse te impediram de acessar as informações em seu “banco de dados”.

 

“Como posso melhorar a minha memória?”

A memória não é só utilizada em nossa vida acadêmica ou nos estudos, mas em nosso cotidiano. Uma vida saudável implica em uma memória saudável, por isso, é possível adotar alguns hábitos que podem melhorar nossa capacidade de memorização. Confira:

Concentração: Como citamos anteriormente, leitura e estudo sem concentração não adianta de nada. É preciso estar atento e concentrado para memorizar todo o conteúdo. Isso vale para as aulas. Tente visualizar tudo o que está lendo ou ouvindo.

Alimentação: Somos o que comemos, portanto, evite alimentos pesados, pois eles prejudicam a concentração e não fornecem os nutrientes importantes para a memória.

Confira aqui todas as dicas de alimentação para concurseiros.


Sono
: Estudos comprovam que estudar antes de dormir ajuda na memorização, afinal, ele é um dos processos que consolida as informações em nosso cérebro.

Mas cuidado! Estudar antes de dormir não é “estudar com sono”. Nunca estude com sono, pois não estará focado. Muito menos concentrado, além disso, poderá dormir sem perceber sacrificando tudo o que estudou.

Empolgação: não faça de seus estudos a pior hora do dia, pelo contrário, ela deve ser encarada com animação. Pense que é através de seus estudos que poderá garantir aquela tão sonhada vaga em um concurso público. Tenha entusiasmo e seja 100% otimista!

Imaginação: tente imaginar o que está lendo e aprendendo. Quando utiliza sua imaginação você criará imagens e seus sentidos reconhecem isso como formas reais, isso faz com que várias áreas de seu cérebro entrem em ação ao mesmo tempo, o que facilita a armazenagem de informações em sua mente.

 

Não existe memória fraca, cabeça ruim ou pessoas que não são boas nos estudos. O que existe é a prática e mudanças de hábitos que podem tornar qualquer um de nós em vencedores quando tratamos nossas metas com determinação, foco e disciplina. 

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