E-mail/Senha incorreto. ×

ESQUECEU SUA SENHA?

Não se preocupe. Basta informar o e-mail que você usou para se cadastrar em nosso site.

Resistência dos Materiais, Elasticidade de Preços, Inteligência Emocional x Você

Por: Leonardo Pereira
20/10/2015
Resistência dos Materiais, Elasticidade de Preços, Inteligência Emocional x Você 

Acredito que para tudo na vida existe um limite e um propósito. Sendo assim, estruturei algumas comparações sobre o quanto determinadas pressões podem ser suportadas, sem que o objeto analisado (materiais, preços, comportamento e psique) se deteriore. Acompanhe comigo.

Durante a aprendizagem fundamental somos expostos a um grau de conhecimentos sobre a física, que por muito tempo, me fizeram refletir sobre sua aplicabilidade no mundo adulto, caso eu não optasse por ser um físico. Ainda hoje sem uma conclusão concreta, ainda espero o dia em que tais ensinamentos terão utilidade prática para minha vida, tangenciando a discussão sobre a adequação do modelo educacional imposto.

A propósito do tema, exigiam que eu soubesse aplicar uma fórmula complexa para saber quanto um ou outro material suportaria de pressão, antes de romper naquilo que, se não me falha a memória, denominava-se resistência dos materiais.

Já em outra fase da vida, aprendi um pouco sobre a elasticidade dos preços, ou o quanto as pessoas estão dispostas a pagar por um determinado produto, em um determinado período. A teoria encontra a prática na experimentação de valores do produto, ou seja, incrementa-se o preço de determinado produto até que se perceba uma sutil redução das vendas, entendendo-se que o preço máximo suportado pelo consumidor pode estar um passo antes do último ajuste. Desta vez, entendi a utilidade do aprendizado.

Já no mercado de trabalho, principalmente, nas especializações em gestão de pessoas, mas não menos importante em nossas relações de trabalho, ouvimos muito falar sobre a Inteligência Emocional, fator preponderante para o equilíbrio das relações laborais e que pode determinar a ascensão ou queda de determinadas figuras em nosso organograma, pois o que se busca é a harmonia e a fluidez das decisões estratégicas de uma empresa. Também neste contexto, podemos dizer que há uma preocupação do RH com os limites relacionais das pessoas inseridas no contexto de trabalho, limites esses que se traspostos, geram uma ruptura do próprio interesse empresarial em unir inúmeras pessoas de conhecimentos distintos.

Em todos os casos, pretendi identificar a preocupação de algumas áreas do conhecimento em estudar os limites dos fatores que lhe são caros. Mas não me recordo de ter estudado os limites da psique humana, fator que entendo fundamental para o bom desenvolvimento das relações profissionais, dos projetos pessoais, de nossas relações interpessoais e por que não enaltecer, de nossa capacidade de estudar para ser aprovado em um concurso público.

Temos um limite, cada um nasceu com o seu. Claro que podemos, muitas vezes, testá-lo e até nos provocar a ir além, usar mais de nossa capacidade cerebral. Mas como compreendê-la e o que fazer para estar sempre estável, alheio às conhecidas alterações hormonais e químicas às quais nosso organismo se sujeita? Minha pergunta é: qual o nosso ponto máximo de pressão antes de uma estafa, um surto?

Enquanto estudamos, colocamos um ponto de chegada que é a aprovação. Muitos são os que se empenham em nos dar ferramentas para continuar motivados e métodos de como fazer isso no espaço mais curto de tempo. Eu mesmo sou um dos que cria uma aura de otimismo ao redor dos propósitos, determinando meu comportamento ao resultado. Gero uma cega ignorância que me retira a consciência dos percalços, das dificuldades. Mas elas estão lá, ignoradas e ferindo.

E enquanto atuam, levam embora, sem que percebamos, nosso humor, alegria, otimismo até que deixemos escapar um desânimo, um choro, um grito ou um f_ _ _-se. Rompemos. Chegamos em nosso limite.

Muitos de nós, rompe diariamente. Outros nunca rompem. Mas em geral, damos uma “rompidinha” a cada X período de tempo. Ou seja, independentemente do tempo, cada um de nós tem um ciclo de relacionamento com a pressão, com a qual seria muito importante aprendermos a lidar com ela, sem que tais rupturas nos causasse danos emocionais profundos. À cabeça me vem algumas soluções como terapia e meditação. Na verdade nem sei se estão na mesma prateleira, mas podem de algum modo nos ajudar.

E na qualidade de leigo tentando ajudar os que estão na dura condição de estudantes para concursos, só consigo dar 3 conselhos para melhorar o relacionamento com a pressão: 1. Não perca o foco (isso lhe mantém determinado). 2. Diariamente, faça alguma coisa que lhe traga muito prazer, para balancear o foco cego do propósito (tenha consciência da razão de uma dose diária de prazer: estou fazendo isso para me compensar... eu mereço!!!). 3. Não deixe acumular pressão. Se for necessário, diariamente dê uma extravasada com um grito, um choro ou um murro no seu travesseiro (vale tudo junto), entendendo que aquela ação é seu “reset”. 

Higienizando sua alma com carinho e cuidado, você estará sempre arrefecido, longe de fundir seu emocional, longe de romper com sua razão e estado emocional regular. Bons estudos!


Leonardo Pereira é Diretor Acadêmico do IOB Concursos. Advogado graduado pela PUC de Minas Gerais. Possui pós-graduação em Direito Público e em Direito Privado, ambas pelo Instituto Metodista Isabela Hendrix. Mestre em Direito Empresarial pela Faculdade de Direito Milton Campos. Ex-Diretor de Ensino do Praetorium, Instituto de Pesquisa, Ensino e Atividade de Extensão em Direito.

 

Veja o que outras pessoas acham deste conteúdo. Comente você também.

Deseja mesmo encerrar esse chat?


Motivo:


Encerrar Cancelar