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Preparação para o Exame da OAB: do terror ao controle emocional

Por: Luiza Ricotta
07/07/2016
Luiza Ricotta 

A crescente dificuldade em Exames da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) vem sendo motivo de temor, insegurança e terrorismo, tanto para os recém-formados em Direito, bem como aqueles que, já tendo concluído a graduação, e, por diversas razões, deixaram o exame para outro momento. Uma pequena porcentagem passa na primeira prova para obtenção da licença para advogar, e os demais, no caso, a grande maioria, costumam realizar de duas a cinco provas até obterem o êxito.

 

Chama-nos atenção o nível de exigência das provas dada o baixo índice de aprovação em vários estados brasileiros. Há de se pensar na qualidade dos cursos de graduação, mas não tão somente, pois muitos alunos mantêm rendimento muito aquém do que poderiam desempenhar por falta de estímulo, preguiça, foco em outro interesse, divisão entre faculdade e trabalho, onde o descuido se transforma num verdadeiro terror ao se aproximar do exame como o coroamento da sua efetiva entrada no mundo profissional. 

 

Muitos vão “acordar” neste momento e então se dão conta de que poderiam ter levado com mais interesse e afinco o que desprezaram no decorrer dos cinco anos. Acabam tendo mais maturidade e passam a ter mais critério para compreender o que se passou na sua vida e percebem que foram displicentes consigo mesmos e com o conteúdo que os direciona para área de interesse profissional.

 

O fato é que quando vão se organizar para estudar, participar de algum curso preparatório, estudar nos moldes de sua própria didática, seja em casa ou no local de trabalho, se deparam com um nível de dificuldade que não esperavam.

 

Teria sido a faculdade, que não ofereceu qualidade no ensino nem mesmo os conteúdos necessários? Teria sido a sua displicência com o curso, as lacunas de aprendizado? Ou seria, a falta de tempo? Estaria associado ao fato de não ter realizado seu exame logo após ter concluído a faculdade, onde seus conhecimentos teóricos estavam mais frescos e atualizados? Teria sido o fato de no decorrer da faculdade estar trabalhando em outra área que não a jurídica, dividindo seu foco de atenção e disposição?  E no caso daqueles que já estão trabalhando na área jurídica, poderíamos pensar numa espécie de contra censo, pois conhecem a prática, têm experiência; e ao fazerem tal exame, são também alvos de frustração neste rito de passagem da credencial para exercer a profissão.

 

Como fica a cabeça deste profissional? Desta pessoa que se vê impedida de pertencer a uma classe profissional da qual ela própria, digamos, já é parte?  Realmente são vivências contraditórias, pois incidem em duas realidades distintas (de fazer parte e não fazer parte) sendo difícil para este discernir o quanto necessita para se tornar um profissional de qualidade.

 

De que modo poderá mensurar isso: - o quanto lhe falta? E o que especificamente lhe falta para ser aprovadoO despertar acaba ocorrendo quando está praticamente finalizando o curso, mas às voltas com TCC dificilmente planeja um plano entre estudos e o aprimoramento do conhecimento. Muitos estão acostumados a fazer uma coisa de cada vez e se tivessem distribuído bem o tempo, dedicação e planejamento, poderiam ter aprimorado no decorrer da sua graduação, formatando o que chamo de Patrimônio Intelectual, que é o conhecimento especializado para determinado fim. É com ele que você galga a posição almejada, referência de sua riqueza.

 

Reprovações e o terror instalado

Alguns se envolvem numa espiral de terrorismo tamanho, que associam as sucessivas reprovações com a insegurança do conhecimento necessário e quanto ao precário equilíbrio emocional em lidar com o processo de aprovação – que se dá em etapas. Com aprimoramento e consciência constante a fim de que se possam produzir as correções necessárias.

 

O negativismo cessa por vez as suas chances de entrar no clima da evolução que é demandada neste momento. Sem que se utilize da auto reprovação constante, que, não leva a lugar algum, reduzindo assim toda e qualquer chance de ir buscar sua aprovação. Decretam sua reprovação muito antes dela ocorrer, por contagiar-se com sentimentos negativos com relação a si, ao modo como vivenciou o período da faculdade, com a exigência de quem acredita que fez pouco. Interferem, portanto diretamente nos resultados que poderiam obter caso estivessem bem resolvidos emocionalmente.

 

Comprometimentos de ordem pessoal  

E não se trata de compreender o quesito emocional como se este fosse o único fator, é que ele interfere na maneira de você se conduzir, enfraquecendo as habilidades em razão da dúvida, descrédito, insegurança sobre você. Que são originadoras dos boicotes frequentes em casos como este de reprovações constantes.

Possuem formas de pensar equivocadas que tiram todo o crédito que teriam caso estivessem agindo com naturalidade, sem a pressão pessoal e extrema exigência que lhes tornam radicais na busca do resultado - isto quer dizer que, estão sendo ditatoriais quanto a maneira de conquistar a aprovação. Imaginam, criam expectativa que tenha que ser de algum modo e, somente aceitam a sua condição como fracasso, ao invés da compreensão e abertura de mente, de que sua evolução tende a ocorrer nos aspectos que precisa corrigir; pois, se a aprovação ainda não ocorreu, a maturidade ainda não se deu neste sentido. Representando que está sendo necessário aprimorar e buscar um novo resultado diferente deste. Terá que inovar!

 

Creio que esta falha está em nossa formação, na cultura propriamente dita, que, alude às conquistas pessoais como sendo imediatas ao invés de aprimoramento constante que desencadeia numa sequência de ações - respostas frentes ás situações vividas e que culminam no preparo, excelência, e finalmente, a aprovação

 

No dia 12 de julho, às 20 horas, será realizado o chat “Concurseiro no Divã” com a consultora e psicóloga, Luiza Ricotta, que será destinado apenas aos alunos do IOB Concursos. Nessa edição, a especialista vai abordar o tema “O terror da prova da OAB”. Participe do chat e tire todas as suas dúvidas sobre o Exame de Ordem.

 

 

 

 

Luiza de Azevedo Ricotta é psicóloga, consultora, preparadora emocional de candidatos à carreira pública no desenvolvimento de seu talento, habilidades e competências direcionadas para a aprovação e pós-ingresso.  Autora de diversos livros, com conteúdos originais no segmento psicologia e concursos, como "Concurso Público: como enfrentar esse desafio! a preparação emocional em concursos” e "Vida em Ritmo de Concursos”: vivências e emoções para refletir e seguir rumo à aprovação!".

E-mail: luizaricotta@hotmail.com

Facebook: Luiza Ricotta Consultoria em Performance

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