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Português para o Concurso do TJ - SP - Com questões

Por: Natale Maiorini
20/01/2015


 Português pode ser uma matéria difícil para muitas pessoas, por isso, conhecer provas anteriores sobre esta matéria pode ajudar a pegar o jeito do concurso. Na prova do TJ-SP não é diferente.

 

Vamos traçar um mapa da matéria de português dentro do concurso do TJ-SP para que você possa se familiarizar com a matéria e ver que não há o que temer se realizar um estudo planejado.

 

Interpretação de texto

 

Na prova aplicada em 2013 foram três textos e uma charge na parte de português, sendo que as questões gramaticais e de interpretação foram mescladas entre os textos. O ano de 2013 foi o que mais trouxe questões de português. Veja abaixo um dos textos.

 

“Leia o texto, para responder às questões de números 01 a 11.

Veja, aí estão eles, a bailar seu diabólico “pas de deux” (*): sentado, ao fundo do restaurante, o cliente paulista acena, assovia, agita os braços num agônico polichinelo; encostado à parede, marmóreo e impassível, o garçom carioca o ignora com redobrada atenção. O paulista estrebucha: “Amigô?!”, “Chefê?!”, “Parceirô?!”; o garçom boceja, tira um fiapo do ombro, olha pro lustre. Eu disse “cliente paulista”, percebo a redundância: o paulista é sempre cliente. Sem querer estereotipar, mas já estereotipando: trata-se de um ser cujas interações sociais terminam, 99% das vezes, diante da pergunta “débito ou crédito?”.[...] Como pode ele entender que o fato de estar pagando não garantirá a atenção do garçom carioca? Como pode o ignóbil paulista, nascido e criado na crua batalha entre burgueses e proletários, compreender o discreto charme da aristocracia? Sim, meu caro paulista: o garçom carioca é antes de tudo um nobre. Um antigo membro da corte que esconde, por trás da carapinha entediada, do descaso e da gravata borboleta, saudades do imperador. [...] Se deixou de bajular os príncipes e princesas do século 19, passou a servir reis e rainhas do 20: levou gim tônicas para Vinicius e caipirinhas para Sinatra, uísques para Tom e leites para Nelson, recebeu gordas gorjetas de Orson Welles e autógrafos de Rockfeller; ainda hoje fala de futebol com Roberto Carlos e ouve conselhos de João Gilberto. Continua tão nobre quanto sempre foi, seu orgulho permanece intacto. Até que chega esse paulista, esse homem bidimensional e sem poesia, de camisa polo, meia soquete e sapatênis, achando que o jacarezinho de sua Lacoste é um crachá universal, capaz de abrir todas as portas. Ah, paulishhhhta otááário, nenhum emblema preencherá o vazio que carregas no peito - pensa o garçom, antes de conduzi-lo à última mesa do restaurante, a caminho do banheiro, e ali esquecê-lo para todo o sempre. Veja, veja como ele se debate, como se debaterá amanhã, depois de amanhã e até a Quarta-Feira de Cinzas, maldizendo a Guanabara, saudoso das várzeas do Tietê, onde a desigualdade é tão mais organizada: “Ô, companheirô, faz meia hora que eu cheguei, dava pra ver um cardápio?!”. Acalme-se, conterrâneo. Acostume-se com sua existência plebeia. O garçom carioca não está aí para servi-lo, você é que foi ao restaurante para homenageá-lo.

(Antonio Prata, Cliente paulista, garçom carioca. Folha de S.Paulo, 06.02.2013)

(*) Um tipo de coreografia, de dança.”

 

Veja algumas questões:

 

Questão 01. É correto dizer que a acentuação gráfica que o autor emprega tanto segue a norma-padrão quanto desobedece a ela, neste caso, numa tentativa de imitar a entonação oral do chamamento. Essa afirmação é baseada na acentuação, respectivamente, de

(A) sapatênis e Tietê.

(B) diabólico e marmóreo.

(C) esquecê-lo e amigô.

(D) companheirô e débito.

(E) chefê e parceirô.

A resposta desta questão é a letra “C”.

 

“Para responder às questões de números 08 e 09, considere a seguinte passagem:

Sem querer estereotipar, mas já estereotipando: trata-se de ser cujas interações sociais terminam, 99% das vezes, diante da pergunta ‘débito ou crédito?’.”

 

Questão 08. Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de

(A) considerar ao acaso, sem premeditação.

(B) aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido dela.

(C) adotar como referência de qualidade.

(D) julgar de acordo com normas legais.

(E) classificar segundo ideias preconcebidas.

A resposta desta questão é a letra “E”.

 

Veja a charge:

charge portugues tj sp

 

Questão 19. O pensamento da personagem Vândalo, no último quadrinho,

 

(A) põe em dúvida a ideia de que o intercâmbio terá sucesso.

(B) não admite as verdadeiras qualidades do garoto que morará com Grump.

(C) contradiz a ideia de que o garoto será bem recebido por Grump.

(D) expressa o reconhecimento de características negativas em quem receberá o garoto.

(E) reconhece a dificuldade de Grump adequar-se ao perfil traçado pelo projeto de intercâmbio.

A resposta desta questão é a letra “D”.

 

As questões acima podem demonstrar o quanto o aluno deve estar concentrado e com prática em interpretação de texto para a prova, pois até mesmo em outras questões os enunciados envolvem textos grandes e com linguagem complexa.

 

Gramática

 

Ainda nas questões referentes aos quadrinhos, tivemos perguntas gramaticais, veja:

 

Questão 20. Assinale a alternativa em que a nova redação dada a frases da tira está de acordo com a norma-padrão de regência e de emprego de pronome.

(A) A ideia é colocá-lo em contato com características totalmente distintas das dele.

(B) Vou receber uma grana para permitir-lhe a morar aqui por um tempo.

(C) Receberei uma grana para deixar um garoto morar aqui com nós por um tempo.

(D) A ideia é colocar ele em contato com características distintas às dele.

(E) A ideia é colocar-lhe em contato com características totalmente diferentes que as dele.

A resposta desta questão é a letra “A”.

 

A prova

 

Na última prova de 2014, eram 24 questões de português sendo que a prova tinha ao todo 100 questões. No ano de 2013 eram 30 questões de português, porém 80 questões ao todo.

 

Em 2013 as questões de português eram quase 1/3 da prova.

porugues 2013 tj sp

 

Já em 2014 a proporção diminuiu, mas o grau de dificuldade aumentou, com textos maiores e linguagem mais complexa. Foram três textos e duas charges.

 

portugues 2014 tj sp

 

Veja a seguir um dos textos da prova de 2014 e uma charge.

 

“Leia o texto para responder às questões de números 02 a 08.

As cotas raciais deram certo porque seus beneficiados são, sim, competentes. Merecem, sim, frequentar uma universidade pública e de qualidade. No vestibular, que é o princípio de tudo, os cotistas estão só um pouco atrás. Segundo dados do Sistema de Seleção Unificada, a nota de corte para os candidatos convencionais a vagas de medicina nas federais foi de 787,56 pontos. Para os cotistas, foi de 761,67 pontos. A diferença entre eles, portanto, ficou próxima de 3%. IstoÉ entrevistou educadores e todos disseram que essa distância é mais do que razoável. Na verdade, é quase nada. Se em uma disciplina tão concorrida quanto medicina um coeficiente de apenas 3% separa os privilegiados, que estudaram em colégios privados, dos negros e pobres, que frequentaram escolas públicas, então é justo supor que a diferença mínima pode, perfeitamente, ser igualada ou superada no decorrer dos cursos. Depende só da disposição do aluno. Na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), uma das mais conceituadas do País, os resultados do último vestibular surpreenderam. ‘A maior diferença entre as notas de ingresso de cotistas e não cotistas foi observada no curso de economia’, diz Ângela Rocha, pró-reitora da UFRJ. ‘Mesmo assim, essa distância foi de 11%, o que, estatisticamente, não é significativo’.

(www.istoe.com.br)”

 

Questão 02. As informações iniciais do texto permitem inferir que pessoas contrárias ao sistema de cotas nas universidades públicas acreditam que

(A) os cursos menos concorridos podem ser extintos por falta de candidatos.

(B) os alunos beneficiados têm pouca qualificação para frequentar os cursos.

(C) os resultados dos cotistas podem ser superiores aos dos demais estudantes.

(D) os cursos, em geral, são beneficiados com alunos de perfis diferenciados.

(E) o desempenho dos alunos beneficiados é similar ao de outros estudantes.

A resposta desta questão é a letra “B”.

 

Este quadrinho foi utilizado para responder a três questões.

quadrinho portugues tj sp

Questão 17. Considerando as falas da personagem no primeiro e no terceiro quadrinhos, conclui-se que para ela

(A) a felicidade é o caminho para a verdade.

(B) a verdade é a forma real de se chegar à felicidade.

(C) a verdade é o caminho mais fácil para a felicidade.

(D) a busca pela verdade necessita de proteção.

(E) a impossibilidade de ser feliz impede a alienação.

A resposta desta questão é a letra “D”.

 

O segredo da parte de Português é ler muito e se atualizar, pois a banca costuma usar textos de jornais e revistas. Saber também sobre morfologia, ortografia e sintaxe (acentuação, pontuação, crase concordância e outros) é de extrema importância para a prova.

 

Para 2015 a previsão é de novo concurso com 600 vagas para o cargo de Escrevente Técnico Judiciário do TJ-SP que exige formação de nível médio. Por isso, até que o certame seja aprovado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) o mais recomendado é que o início dos estudos seja feito desde já.

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