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Dia do Funcionário Público- Crônicas e críticas sobre a importância de servir à sociedade

Por: Leonardo Pereira
28/10/2015
Dia do Funcionário Público- Crônicas e críticas sobre a importância de servir à sociedade 

Cada um de nós nasce com uma bagagem, creditemos ela a vidas passadas ou não. É nítido que cada ser humano possui uma afinidade e uma facilidade mais inerente às suas aptidões. Mas qualquer que seja a sua, cantar, correr, calcular, nenhuma delas lhe cairia tão bem quanto o exercício da filantropia, da ajuda beneficente, do múnus público.

 

Lá na Roma antiga, o exercício das atividades públicas era dever dos cidadãos de bem, que por devoção e apreço exerciam as funções do Estado de modo a organizar a sociedade, fazer com que o Estado cumprisse sua missão de mediar as relações humanas, evitando, quando muito, os arbítrios de tiranos e soberanos. Indo e vindo nas teorias que envolveram formas e modos de governos, em L'État c'est moi também podíamos creditar o uso das perucas masculinas como forma de distinção de uma nobreza, posteriormente guilhotinada.

 

Pela rápida charge quero que percebamos quão mais sutis eram as preocupações dos soberanos à frente das organizações. Mas de séculos para cá, organizar e manter a sociedade em ordem tem exigido bem mais que vento armazenado de nossos dirigentes. Fez-se então necessário passar a contar com a ajuda de pessoas que pudessem, de algum modo, contribuir para o pleno funcionamento das funções creditadas ao Estado na função de gestor da sociedade.

 

E se não me falha a memória acadêmica, em primeiro tais funções eram concedidas aos seres de comprovada nobreza e na sequência, aos familiares destes. Pelo óbvio imaginado no decorrer dos tempos, o absoluto sobrepujou a necessidade, falindo o modelo. Em algum tempo depois, em atenção à valorização das ciências, passamos a creditar tais funções aos Doutores de causas, estudados e esclarecidos, burocratas que não suportaram pressões militaristas e bélicas (...), dando lugar à ocupação pelos que ao Regime fossem simpáticos. Daí fomos nos curvando, flexibilizando até que passamos a perceber como era importante ser funcionário do Banco do Brasil... e a década de 80 trouxe o boom dos concursos, coroada pela Constituição de 1988, que assegura o modelo meritocrático que hoje conhecemos para a seleção de nossos funcionários públicos.

 

Hoje é dia de celebrar esse importante marco, talvez um dos poucos motivos que ainda nos restem a celebrar. Comemorar a atitude bravia dos que enfrentaram meses, anos de estudos, privados de suas vidas sociais, julgos do ceticismo alheio. Mas que lutaram e perseguiram um instinto pouquíssimo visitado em nossas discussões sobre o serviço público. A devoção, o amor, a investidura do múnus público. Vontade de fazer pelos outros.

 

Pensemos rapidamente na missão de médicos, agentes penitenciários, delegados, defensores, diariamente em relação com o pior lado da vida, a miséria, o abandono, o crime e a dor.

 

Pensemos em tais como heróis, não só esses, mas todos que um dia pensaram em fazer concurso público para servir ao Estado. E agora, quem sabe sobre esse ponto da história onde nitidamente estamos à frente de inúmeras nações, possamos olhar para frente e questionar: e o porvir?

 

Leonardo Pereira é Diretor Acadêmico do IOB Concursos.

 

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